sexta-feira, 2 de março de 2012

Tinta-canção

Imagem: Larissa Pujol

Despertem-se, heróis! O chamado está logo ali, virando a página. Nas pessoas de desenho, um rabisco de utopia concentra toda aquarela no excêntrico momento de acreditar. A gente pingada nos ambientes planejados pelas vivas-cores à lápis...
                                                                       [naquilo que era balão]
... definha a sua consecução de verdade conjugando enredo e imagem.
Um momento de expressão neste dialogável arco retido na íris complacente com a mania do depois agracia, pois, esta busca que natura a forma do pensamento, nas suas apuradas legendas de caricatura. Tinta e canção suspendem os papéis frágeis às mãos firmando a linguagem ilustrada pelo volume animado da imaginação sem que este altere a personificação estimada no reflexo contínuo: que haja na performance da dor as estrelas físicas graficamente exauríveis.
[Sátira pinçada nas burlas consequentes da escolha entre a liberdade e o instinto]
Extravagâncias do sorriso, riscos em dentes e faces móveis ao invisível sentir. O riso é uma narrativa figurada numa sequência do que se pode ser. Arte pictórica que dispensa a espera, apenas faz espontânea a sua procriação no contato improvisado.
Palavra mascarada por formatos de sons e pessoas d’um universo puramente fabular. Entre as onomatopéias, a palpável (di)versão nos torna desenhos passíveis de borracha. Esperta missão infante que salva nossa crença – heroica. Chance, dê-nos uma charge, pedimos.