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Mostrando postagens de Abril, 2012

O D'us nosso de cada cena

Costume é criar roteiros aos olhos do pensamento [este] que poderia ser. Almeja fabricar o futuro, embora ficcional, tratando de amenizar os desleixos que os próprios sinônimos não procuraram matar. D’uma fala a outro silêncio, apenas o presságio expressivo da câmera de um pensamento ou a uma reclamação escondida desvendado no sorriso adianta a adivinhação daquele que assiste. O foco é o plano do hoje que já mudou da externa para a interna casa de um ambiente decifrado pelo deus nosso de cada vontade. Corta. Nos papéis descritos, cada molde de face e os textos dos gestos são lidos por quem nos escreve; e logo objetivados pelos olhos que buscam na trama algo a mais para continuar em si após o capítulo. Vivos personagens têm a ver conosco, e sem fim são seus conflitos que verdadeiramente carecem de um enredo final feliz decorado.   Pergunta o diálogo: conosco?
Carece-se – repetida – pela imaginação. Precisa é a certeza [redundante] total das cenas e das suas trocas que pausariam a obse…

O homem-flor e sua gravata

Ele é um homem-flor.
É uma fotografia minha feita com tripé. No entanto, ele não usa vestido e - tampouco - decotes em suas camisas. Ele usa gravata - Quer melhor símbolo masculino do que uma gravata? - Não há! Gravata é um pênis têxtil em que a feminutude calcula, por puro instinto animal, o tamanho do tecido, compara as cores e as estampas visíveis daquele que a veste. É um costume dos nossos cinco olhos, dos óculos, e dos olhos raivosos dos nossos cônjuges, porém.


- Realmente... - Blabloseou o homem-flor com seu sutil biquinho nos lábios.
E os olhos do mulherio direcionam-se para o nó de sua gravata que encobre um pomo-de-adão. Os olhos deliciosamente escorrem por toda aquela gravata como uma prancha passa-roupas. O homem-flor abre um botão do seu terno para a alegria feminil daquela arena. Alegria em ver a ponta da gravata - se é alongada, larga, estreita - muitos enredos são criados pelas fantasiosas estranhezas femininas no fundo d'um regaço. A casaca levemente se abre... E…

O fragrante e o versejado

Assim ele me tocava com versos. O perfume, palavra presente nas rimas, e a indagação dos seus olhos suspeitam da minha atenção. Hipnoticamente, eu-calada, mantenho-me à deriva de todo o conhecimento já obtido entre os objetos: por causa do aroma suspenso no que seria dito. Dita-me, pois, o proveito do teu dístico. Este em perfume cuja Terra suspira demonstrando a fecunda vida que se desperta a partir de um nada, apenas exalando. Enquanto o termo natural assume o comum e a esfinge, a linguagem vaporada é misteriosamente declamada em sua pétala de expressivo adorno, folheando os beijos que, por ventura, se tornariam delicadas escrituras naquilo que se procura. A tua idade, declamador, é experiente de cheiros. Selvagem e lascivo, ora, diretamente a mim tu me esculpias a imagem da poesia e do perfume nos quais as frases ressaltavam a sonoridade das pétalas (reafirmo). Por completo sentimos a poesia que nos aliena dos ali presentes, bem analisados uma a outro, outra a um, na proximidade …

Constrói tijolo em pele

Trinca a parede aquele risco quebrado assim como gole frio da angústia percorrido pelo esôfago. A sede é um longo caminho ainda virgem, todos os dias. Montaram com tijolos em nós a abertura nomeada de boca e puseram-lhe vidraças para adiar tudo o que seria sentido. Enquanto o alento da espera abafa o cristal da visão, o dia ali nos vigia em círculos cruzando as sombras do descanso e certificando o nascimento estático da raiz à mente que alcança a mais possível altura. Ainda somos paredes arquitetadas e construídas de acordo com a verdadeira pilastra fixa no subsolo. Nos cimentos seguros por trás do orgulho reboco se fez a árdua lida, às vezes de areia que burla ou de feia paciência, mas totalmente presente durante a ascensão dos seus cômodos. Telhados assim em que o sol se desperta e trabalha com suas idéias sobre nós. Vida útil da beleza da nossa feição, algumas cores retocadas pela conservação para melhor receber as visões das vidraças alheias. E aquele sentimento adiado aparece f…