sexta-feira, 27 de abril de 2012

O D'us nosso de cada cena

Costume é criar roteiros aos olhos do pensamento [este] que poderia ser. Almeja fabricar o futuro, embora ficcional, tratando de amenizar os desleixos que os próprios sinônimos não procuraram matar.
D’uma fala a outro silêncio, apenas o presságio expressivo da câmera de um pensamento ou a uma reclamação escondida desvendado no sorriso adianta a adivinhação daquele que assiste. O foco é o plano do hoje que já mudou da externa para a interna casa de um ambiente decifrado pelo deus nosso de cada vontade. Corta.
Nos papéis descritos, cada molde de face e os textos dos gestos são lidos por quem nos escreve; e logo objetivados pelos olhos que buscam na trama algo a mais para continuar em si após o capítulo. Vivos personagens têm a ver conosco, e sem fim são seus conflitos que verdadeiramente carecem de um enredo final feliz decorado.  
Pergunta o diálogo: conosco?
Carece-se – repetida – pela imaginação. Precisa é a certeza [redundante] total das cenas e das suas trocas que pausariam a obsessão pelo assunto. Jogada, vida e crime. Justa vontade de matar o impossível, de crescer ou diminuir conforme a exigência do espírito: ainda em silêncio.