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A faca n'água

Este fio que mergulha no corte profundo da sede é um possível caminho receosamente deglutido. Camuflagem argenta – um brilho, pois, do organismo invasor de moles vidas com sua conseqüente divisão, às vezes, famigerada e funesta no toque da imagem cuidadosa nos fundos d’um cristal limpo.
– Apenas separo as transparências. – Explica a faca n’água ao aprofundar a leveza do talho na calmaria do vidro. A visível debilidade líquida burla o manejo da bainha na outra parte do fundo airoso, todavia sobre ela. A curiosidade física tomou a amplitude da sua imagem submersa, visto que o transbordar da água em direção à ex-cêntrica seca compilaria a inunda pretensão entre as bocas. – Um corte maior e arriscado. – Deferiu a faca ocultando em seu metal o encontro das águas.
Fina mobilidade pontiaguda que as mãos causam no pequeno redemoinho sem cor e sem cheiro. Mesclam-se ali apenas a força d’um corpo e o poder da face primária retida no cilindro. O objeto imergiu sua tarefa afiada através da profunda densidade que, agora, o afadiga. O peso líquido supostamente repartido converte o risco decepado em fraqueza....
...Pensou a faca que feriria a matéria incolor e inodora violentando a sua parte mais possante...
– Morreu.  – Finalizou a água embalsamando o metal com ferrugem.

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Entre amigas: a passividade do possível

Saímos e vagamos de Biquíni Cavadão: porque só isso nos restava após doze períodos de aula - uma preguiça à domingo, porque só isso nos restava enquanto a cidade morria mais um pouco. Fomos de chuva, à poça, à calçada quebrada, como Elis e Tom, ao fim do caminho. Um bar vagabundo e qualquer que vendesse um litro de Polar a seis reais. A luz da cidade apagou, e o bar, diferente dos sertanejos, desculpou-se e começou a gargalhar. Localizávamos no fim esconderijo do local, cobertas por aforismos filosóficos-literários, com Platão e Aristóteles somados a duas Polar sobre a mesa. O assunto do impossível ocorre:
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