sexta-feira, 15 de junho de 2012

Ar te sendo...

Imagem: Larissa Pujol

Colecionam-se fragmentos de fase ao respirar. Pedaços inflam e esvaziam a híbrida camuflagem que restará e renascerá nas próximas horas, visto o sonho que acolhe os receios optados sem querer no colo dos pais. Junto às mãos, o suspiro fica sobre o mecânico pedido de sobrevivência, com a mesma intenção do sorriso expirado no aperto do peito.
Alto – o ar inspira – e isto é todo o arrepio aquele oriundo do provocado lóbulo ouvinte de um lábio-sentido. Seja o que palpita num abraço de filho, a saudade ininterrupta não se acostuma ao nosso tempo, apenas respira... Ainda avisa que estas ondas voltarão ao desconhecido imo do adeus acenado.
Resta, pois, o fundamento inicial proposto. A cena interna se habitua neste invisível alimento que sustenta, espera-se, o dia. Ao destino da audição-guia de um toque, as batidas em nossas paredes investigam o sim e o alheio desejado... Simples possibilidade involuntária voltando a pedidos. Caso dispense a cor, o ar sobreviverá inolvidável pelo processo renovado de uma face em serviço...