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Perdido ouve em silêncio

Ele me perguntou onde deixei o amor. Talvez esteja rasurado numa agenda, na página da sua inicial. Ao lado, o criado-mudo cumpre a guarida de montes picados, tudo conformado na necessidade de fazer o ontem...
Acabamos de perceber que a visita do outro é nós sem pedir licença; tampouco mencionou o por-favor ao sentar-se à mesa... Migalhas tentam escapar da morte jogando-se do alto da boca. Olhar a queda suicida para lavagem. A rotina insiste em ensinar esta esfinge secreta que por ventura mastigou ceias humanas presentes nas hóstias; o banquete de gente rendida às falácias das purezas sustentadas às duras penas.   
Seja o capítulo cantado naquele refrão Agripino, de poderes dignos procurados em lampejos de guerra. Se o dia vencer, a provável mercê não compilará a nascente solidão que propusera – diverte-se, pois, a figura traçada no mundo argumentador de preciosidades.
– Cálculo correto em andamento. – Acreditou aquele em tom perverso...
Deveras, tudo antes fora extraído da natureza, ou seja, nada artificial em nome da retórica! O objeto onde deixei? A narcísea empatia buscada no exagero do seu discurso transparente. Aplica-me o que a si mesmo (se) atribui: Desdemonado!

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Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
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