sexta-feira, 8 de junho de 2012

Vintage

Imagem: Larissa Pujol
O segredo é o que me conta de ontem, sobre os feitos do futuro descoberto no seu sorriso. Há vezes que o amanhecer convida para continuar o abraço firme de um você sincero...
Perguntas desafiam a timidez e os olhos azuis. Se eu calo, é o beijo hibernado pela resposta sob o cobertor. Meu guri, apesar de você me construir pelas proparoxítonas melodiosas de um blues zepelim, toma vida a roda deste cotidiano velho e feliz. Amor é o Tom daquela Sabiá do interior... Um fino tudo-nada espantado no caso de a solidão acabar...
Confesso as mentiras para deixá-lo imune do meu-mau e para que não sofra a mesma dor de uma fruta quando mordida. E a vida? É um apelido passageiro entre você e mim... Uma fiel comédia da lisonja.
Por isso, meu bem, o desvio é certeiro no entrelace dos dedos. A medida ansiosa de zelo passa em frente ao público afirmando que este fato é melhor que a vida...
...O mesmo público morreu com a cara de um boneco bobo e sorridente!, daquele que a época não mais fantasia, nem é fatalista ao indagar para onde vai...