sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não dizer culpa

A estratosfera não abandona sua leitura, nem o encanto do solo de Demétrio perderá os pés que em si cansam. As correntes não mais possuem o frio toque; visto o sangue pulsado que as acolhe no manto de pele, como a mãe e a saudade... Quem fere agora?! – Culpou somente a algidez do rio até a outra margem.
Com força de palavras faz-se a celeuma d’algum dístico agelasto. Ao menos [mal] esta espera expressão levantou a casca entre os dentes. Paginou a brancura da ideia, embora importante seja a infinita interpretação, a semelhança dirá sim à hipocrisia sorrida. Tudo é além do visível antes de ser realizado; distante o objetivo de não dizer o final culpável inferido na consciência recusante da seriedade. A constante autoprojeção revelada na sua limpeza... Acalma, pois, a equívoca hermenêutica fantasiada pela língua.
Sem estranhamento ao entender o que não havia: um acúmulo de interioridades agredidas. Ouve-se a menção invertendo o bom x belo platônico permitindo diversas encenações além da causa e efeito. É a educação autoformada em capítulos abstratos, lidos no desmanche da resolução. A certeza aquece o temor neste reduzido apego à existência... Cantou sobre alta camada macia, o chão.