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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Puellae-Domina

Qual o teu problema de representação? O silêncio? Muitas vezes, tem certeza, ser opaco é a melhor arte de atração – uma pintura de mistério ou de carência: a decidir! Que quero! Aqui leio e assisto, mas não sei o que me projetas no aproveito da minha cegueira – cá plateia sou analisável, bem sabes, na tua alegórica interpretação sensorial minha. Ação me rastreia em ti – símbolo que me recebe na tradução da difícil causa silenciosa. Aclarar-me-ias o discurso psíquico sem desvendar o efeito; na fragmentação, antes culpa que descaso! Não lamento as gentes, meu caro! A linguagem igualmente física para o teu tipo, meu único ataque na tua espera em caleidoscópio – a tua importância somente na ação – experimento o doce baixo que me sorves. Todo tu é plano! Quão mais me encanto com o que de mim projetas; um falseio do problema na tua natural recepção. Vai, dramatiza a quietude! O que ainda não encontraste em mim saberás fazer... A característica do meu caso se derrama na formal cauda do vest…

In Orco

Toma-me em teu frágil colo, Doninho. Viste que sou uma peça primitiva, confusa e inconsciente – tudo que em ti conflita ao expirar o contemporâneo. Nossas convenções?! – Drama d’época ainda explicado nos pensamentos e motivos. Face, ofereço não eu! Nulo de traços intrínsecos, digo, uma falta involuntária contra a vontade do sujeito insopitável, jamais partida d’alguma maldade essencial. Acúmulo de traços no rosto, quantas tipificações a mais faria? Não há fome em Télema; mas inda resta o vício do personagem burlesco, de fascínio público, que esquece a vice-questão do protagonista. Complexa relação, Doninho; se sei! Solilóquios! – Não te explico! Não lembro! Já me envolvi em peças paranóicas como a tua, de linguagem rasteira, de mito maldito, de atmosfera negra. O que são os sonhos? Para que servem? – Concepções populares com poderes mágicos. Crença (por vezes) apatetada fiel à procura. Desfacelamento sócio-bicho, Doninho. Fragmentos para o ponto de vista histórico dado na década. Con…

Soft you now!

Olhas-me com a desconfiança de Panurge, mas sei que não recusarás o que te aproveito; assim, dizendo em cálidas palavras um toque de cálice, ambas sensíveis e encarnadas. Quem seria o personagem enroscado entre as pernas? Duras penas são serviços de agrado no que me calaste... No que é matéria, o completo se adorna do invisível pulsado – relembra a sede para que nada siga. A conversa que se acalme nesta disposta consequência dos genes! Roda, caminho íngreme, és o alcance que me abraça. Não me peças a volta da recordação, embora fite a saudade. Paisagem descrita no teu zelo cuja linguagem colore a ira e a felicidade: Eu, tu, cá, lá, o palhaço a lavar sua excêntrica maquiagem com as próprias lágrimas. Dramático infinito de insaciável soma; criadouro e matina – seja o definitivo semblante permitido, visaste tu. Intrépida risada qualificada em minha armadura desprendida do dorso! Pleno término teu! O movimento da face agonizante pede a comparsa fissura de minha destra. Uma tenra e solidá…