sexta-feira, 10 de agosto de 2012

In Orco

Toma-me em teu frágil colo, Doninho. Viste que sou uma peça primitiva, confusa e inconsciente – tudo que em ti conflita ao expirar o contemporâneo. Nossas convenções?! – Drama d’época ainda explicado nos pensamentos e motivos.
Face, ofereço não eu! Nulo de traços intrínsecos, digo, uma falta involuntária contra a vontade do sujeito insopitável, jamais partida d’alguma maldade essencial. Acúmulo de traços no rosto, quantas tipificações a mais faria? Não há fome em Télema; mas inda resta o vício do personagem burlesco, de fascínio público, que esquece a vice-questão do protagonista.
Complexa relação, Doninho; se sei! Solilóquios! – Não te explico! Não lembro!
Já me envolvi em peças paranóicas como a tua, de linguagem rasteira, de mito maldito, de atmosfera negra. O que são os sonhos? Para que servem? – Concepções populares com poderes mágicos. Crença (por vezes) apatetada fiel à procura. Desfacelamento sócio-bicho, Doninho. Fragmentos para o ponto de vista histórico dado na década.
Conteúdo fantasmagórico denso de caráter. Aberto o espaço e o porquê de te deixares seduzir (por mim): “Viste que sou uma peça primitiva, confusa e inconsciente – tudo que em ti conflita” – nome d’um bicho sócio (?!) Toma Meu descanso em Teu arfante manifesto de força, Doninho...