sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Puellae-Domina

Qual o teu problema de representação? O silêncio? Muitas vezes, tem certeza, ser opaco é a melhor arte de atração – uma pintura de mistério ou de carência: a decidir! Que quero!
Aqui leio e assisto, mas não sei o que me projetas no aproveito da minha cegueira – cá plateia sou analisável, bem sabes, na tua alegórica interpretação sensorial minha. Ação me rastreia em ti – símbolo que me recebe na tradução da difícil causa silenciosa. Aclarar-me-ias o discurso psíquico sem desvendar o efeito; na fragmentação, antes culpa que descaso! Não lamento as gentes, meu caro! A linguagem igualmente física para o teu tipo, meu único ataque na tua espera em caleidoscópio – a tua importância somente na ação – experimento o doce baixo que me sorves.
Todo tu é plano! Quão mais me encanto com o que de mim projetas; um falseio do problema na tua natural recepção. Vai, dramatiza a quietude! O que ainda não encontraste em mim saberás fazer... A característica do meu caso se derrama na formal cauda do vestido que de mim brota – são ou mortífero – para um amigo cuja emoção dá o direito à perda.
O que acontece? – Perguntas-me pela vez dedicada...
Acuso-te de suspeita! Tal maneira de reclamar na consequente Pandora.