sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Overhear the (hard) calm...


Sobre a mesa, um convite da noite...
Com vaidade carrego o tambor do meu revólver para melhor iluminar sua face.
Confundir luminárias suspirando o exagerado resto da vida é corriqueira anedota deste bairro... No caminho, prefira, meu bem, estar entre o muro e mim; pois conheço as direções do vento cá fora. Isto não é crendice, é passagem. Assim confesso minha calma ao ouvi-lo mencionar meu vulgo apelido “Exclamação” com carinho...
Por estas ruas, gritos e trovoadas fecham as portas. Apenas um fato comentado na hora do café. As propostas não morrem, mas ensinam um bom final... Coragem, aqui, se faz nos esconderijos, meu bem... Depois se paga galo por galo denunciando a volta p’ra casa!
Ceda um cigarro a esta língua cortês. Muito gostaria queimar as doenças com palavras – “a letra dá vida”, diz o defunto ao sentir a falta da pena. A dor assemelha a todos indeferindo o resultado da felicidade: por mais difícil que se cure, seu extremo ainda poderemos sentir... Neste lugar, meu bem, o beijo na boca é o único a te fazer confiar alegria ao fechar os olhos.
Exagere, meu bem, os pedidos da sua alma. Você é regalia do meu tempo... Oliveira germinada n’algum passo de areia. Relíquia do meu sangue... Meu norte alcance! Luz da minha arma!