sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Traço corrido

Abre-me (em mim) a tua varanda. Não chove, e o dia morre de dores... Vivendo passes, cantarola os errados versos de Saturno sem rimar nossos anéis...
O que me dizes, se é jovem ou anoso, não importa: gosto de varanda a passar... Lá e cá... Somos bichos criados pelas crianças; somos lúdicas brincadeiras de criação!
Em várias viagens os adeuses se comparam em todo o mesmo... Levaria ao esmo, mas te digo que não me é complicada a palavra; não esqueço as presenças, não lamento, não sou ópera... Quem sabe um encontro na minha cara de paisagem enquanto o outro se ilude na janela da minha casa?! Sinceridade não teme o futuro; ao olhar para trás assumo que primeiro senti paixão...
Primeiras notas sem pressa... O aceno com a perfeita graça das mãos a dedilhar a recordação: tropicália nunca finda... Sai às ruas, volta para casa e observa a cinza contribuinte dos passos... Olha o que lá amou, o que lá matou... Frio e quente fazem parte do ano, da pessoa e do banho.
Somos manifestos... Somos festas... Anfitriões assassinos do fim... Varando...