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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Motivo e...

Isto é o que você avalia em minhas palpitações. Juro que a um leigo passaria despercebido apenas o sorriso conhecido, mas não entendível... No entanto, a você permanece o que na solidão ouço. Sou seu estudo que pouco me interessou!
Descobriu?! Em meus rabiscos e palavras marginais aquilo que me negava assumir?! A primeira alternativa sem desvio é a visão; e seu estímulo é sentir antecipadamente. Veja, pois, por qual vias sanguíneas escorrem e sobem ladeiras de sístoles e diástoles alegres e austeras. Temi a fraqueza quando descobrissem, contudo muitos afagos se perderam em minha inflexível respiração. Os ensinamentos passados, minha parede de peito!
Um todo cru você descobriu!
Se [me] calo, a pergunta é a sua educação. Se [me] pronuncio, o assunto é nosso caso... Sabia que me ocorreu acreditar nesse oculto apetite? ...Escondido em paisagísticas faces no envolvimento d’um beijo... Suspeito em qualquer cena deixada à responsabilidade d’um pâncreas adoçado... Quem me confessou e ensin…

Os irmãos PorQuês e a moça Justiça

- Do que precisas, Por Quê? – Pergunta Por Que.
- D’alguma preocupação. Melhor, da precaução. – Intromete-se o Porquê, irmão do meio.
- Por Que, viste? O anúncio esqueceu-se dele! – Vocifera Porque – Denominou, descreveu, delegou sem ti, caro irmão Por Quê! E ainda tenta com astúcia solucionar antes que denuncies.
- Calemo-nos! Lá se aproxima a menina Justiça! – Ordenou Porque – Cabe-nos auxiliá-la. É uma jovenzinha de modismos.
- Principalmente o de usar um tecido talhado nos olhos. – Sussurrou o Porquê para Por Que.
- Ah, Senhorita Justiça, você possui dotes de elegância, mas nunca aprendeu a andar sobre o salto alto! – Indaga Por Quê oferecendo seu antebraço para apoio.
Os outros PorQuês entreolham-se procurando um porquê para não rir...
- Por Deus, Senhorita Justiça, não fique sentada por muito tempo... – Aconselha Porque virando-se para os outros irmãos e cochichando ironicamente – senão acabará com bolhas onde estamos pensando!
- Ah, Porque, não a deixe ruborizada! – Disse Porquê. – Es…

O simples humano... SuperaCão...

Um cão qualquer supera as emoções nele depositadas. Feliz esse tal que nos espera embora esqueçamos o próprio corpo... O cuidado ele tem ao rever aquele que mantém a guarida do afago e, na vontade de conversar, compartilha onomatopéias contentes sobre o seu dia...
Desperdiçar cansaço é prudência quase impossível! Quiçá digerir dizeres para que o fígado os sintetize no bom-humor... Tudo é solidão que nos assiste pelo olhar do vira-lata. Cá, a raça da gente boba e arteira a servir de roteiro circense ao animal: caçou, coçou, divertiu e sobreviveu.
Entre ele e nós a mesma presa – o convívio. Somos a pressa constante da onipotência, enquanto ele, fielmente nos observando, procura ser  humano. Sorri, arfa com fascínio e não esconde a natural necessidade do abraço e da proteção.
O bichinho nos vive no tempo em que fantasiamos historinhas antes de dormir tranquilamente... Aniquila as nossas falhas assim que desperta. Fareja nossos passos até o fim da casa e despede-se com grunhidos antecipa…

A sensualidade da doença

O mal por que o corpo padece é o mesmo que nos deixa suscetíveis à cama paciente de dor. Sem bramidos, todo o interno se queima de vida pela própria dor - derroca o imo agressor longe do seu bem violando a dor em seu ato de respirar, comer, partir.
Cá, Doença! Esta menina sempre virgem curável, experiente em corpo dos outros, faminta por imunidade. Sem querer, entra bela. Ora pulsa nossos arfantes peitos em tua homenagem de dor, Doença! Ora nos asfixia a tua alarida passagem após a batalha febril sanguinária.
Tudo é o que nos deitas, Doença! Aqui, moldes de pele jogadas nos leitos com submissa entrega. Consumida fortaleza com tamanha passividade, nós. Invisível?! No que vemos, invariável! Um beijo alheio para o acostumado até logo; a sanidade daqueles que rondam estes materiais para o gesto agradecido.
Nos toques, a íntima carne colocada à prova da desistência. Tentas a tua peita, Doença, mas a sensualidade que em nós cativas, embora nos deixe prostrados, também nos faz curvar de deb…