sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O simples humano... SuperaCão...

Um cão qualquer supera as emoções nele depositadas. Feliz esse tal que nos espera embora esqueçamos o próprio corpo... O cuidado ele tem ao rever aquele que mantém a guarida do afago e, na vontade de conversar, compartilha onomatopéias contentes sobre o seu dia...
Desperdiçar cansaço é prudência quase impossível! Quiçá digerir dizeres para que o fígado os sintetize no bom-humor... Tudo é solidão que nos assiste pelo olhar do vira-lata. Cá, a raça da gente boba e arteira a servir de roteiro circense ao animal: caçou, coçou, divertiu e sobreviveu.
Entre ele e nós a mesma presa – o convívio. Somos a pressa constante da onipotência, enquanto ele, fielmente nos observando, procura ser  humano. Sorri, arfa com fascínio e não esconde a natural necessidade do abraço e da proteção.
O bichinho nos vive no tempo em que fantasiamos historinhas antes de dormir tranquilamente... Aniquila as nossas falhas assim que desperta. Fareja nossos passos até o fim da casa e despede-se com grunhidos antecipados de saudade...
Após os portões, as caras de “cada um cada um” se conduzem pelo dia medindo a força assassina com as horas. Carregamos fardos objetivos para, ao menos, a compaixão latida felicite a nossa volta...