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Mostrando postagens de Novembro, 2012

À estrofe de Byafra

A razão, em vista da pena, rascunha a cabeça de detalhes que se fazem veracidade na culminância plena d’um descanso exilado em si. O perfeito se torna um ponto próprio-clerical e os joelhos se rendem ao solo limite de sua entrega... Ensinar a este racional sermão que as (con)sequências das imagens são permissivas em relação à querida letra falada, sobressalta a conduta infinita deste grande plano que Davi mirou...
Feixes de luz contam raízes sentenciais enquanto a patética ligação das retas dera o xeque-mate no dedo incisivo. É dizer, o ganho a contar o corpo que cá bem invoca o derrame escuro do véu no canto triste da viuvez a ninar... As cigarras secas amanhecem sob os acordes de distintos chamados, talvez felizes, avisando que chegou outro dia de verdade.
Acontece, com um espírito e outro, o assombro desta dúvida nas paredes do instinto... Larga-se à deriva d’um abraço a carente rubrica de Ícaro no pensamento qualquer... A copular-se nesta orla estão meu santo forte e minha carne…

Trocadi(l)(n)ho

Na palma da mão, a moeda d’ouro se recolhe fria. Cabe a pele viva animá-la para finalizar o pagamento. Dourou a visão – eis a estratégia – num caso de valor; ou o número do peso enriqueceu o seu alimento?
A criança pinta o trocado sob a folha raspando carbono... Um grunhido na periferia d’arte... Antecipou com rabiscos a multidão (logo mais) curiosa por sua matéria; que, portanto tomou forma, intraduzível dinamismo e tornou-se um tesouro fundo-de-cofre.
A soma felicitou o seu anseio! Prezar, ao menos, a ansiedade – esta camuflagem já escolhida pelo gasto da sobrevivência – que fique feliz a premissa assim ganha!
O centavo transmitido de mão em bolso envelhece a cara e entrega a coroa... Para a serventia mendicante foi agradecida, esfumaçada ou deglutida com espetáculo... Visto o tempo, esquecera-se a cor que pouco sustenta um largo sorriso... Foi culpa do ouro!  - Arrebata o antropólogo.  – E estou satisfeito!  - Responde o dourado redondilho menor antropofágico...

Feito pela mão do estilhaço

Um dos vidros da janela possui o seu próprio sol... Um astro de arraias cortantes brilhando o incolor... Quão acessível é, através de sua frieza provocante, tocá-lo! A extrema parte curiosa, com infantil apego, encaminha sua carne ao núcleo; já na metade bloqueada recebe o beijo da brisa abrindo ferida.
Álgida estrela de um soado disparo tambor! Na íngreme avenida corre a ruça complacência na roleta da fortuna!  - Anunciou em tempo real a tela do astro escolhida a tiro... Àquele sono apaziguado, é apenas um ruído que oferece esconderijo ao vento... Noutro dia, a obra-vidraça d’arte pede compaixão ainda que o resto do ódio aqui perca seu ouro de pólvora entre os cômodos.
Irregular formato de lástima neste cristalino capricho que consome o tecido. É sublime quando o parte: rouba a si a natureza vermelha do fogo que foi espalhada. A dor é cálida. A porta é breve. O provável arrasta a sorte envolvida no manto da noite... Embalou-se o predador estirado sobre o asfalto! A vizinhança o obse…

Fanático resto

Uma avalanche de tintas brancas é a tua breve paisagem. Terra nua-magra tragada pelo ignorante heroísmo. Não posso impedir que te preocupes em quebrar os ossos, mas torço para que não descubras a nostalgia nesse pacote de Natal...
Parênteses são adendos num papel. Na cara, o sorriso é parido por um deles... Enquanto a tua curiosidade levanta a aba do vestido alheio desvendando o imo gerado em meninos e meninas, torço para que não sangres teus joelhos como os meus...
Com vontade de arrepiar a pele com algum metal dedilharás o contra-baixo composto pelos frenéticos passos intuitivos desta rua. Tu pedes "bis" ao terminar a narrativa do menino e o poço, e eu torço para que apareça uma cor bonita ao fechares os olhos...
É, filho, deveras, tal é a energia disposta que jamais te ocorreria acreditar na existência da palavra "passado"... Depois de o plantão mencionar, tu vens correndo e me perguntas o que significa "sobrevivência": não posso impedir, mas torço para …

Com licença vocacional: é a vez de vocês, meus pioneiros...

Apresento-me nos dias antes de conhecê-los com uma colher de chá para a timidez, porém com livre vontade de amá-los. Seus rostos, eu chamarei de filhos, suas peraltices, também chamarei de filhos e seus afagos confirmarão a tinta engendrada neste ventre vocacional. Incipiente, eu?! É apenas a idade minha antes de conhecê-los...
Assim desenho um assento visando outro assento no local de cada genética, para mim, transparente. Assemelho, aniquilo os sentidos; é-me defensável e defeso suas condições neofisiológicas até presenciá-los nos cadernos...
Aproximam-se vocês da minha direção com significados distintos, um por um explicados no contexto de mim. Adorno-me de propriedade para construí-los! Emprego os mesmos pilares entre si e mantenho a efetiva relação irradiante que tocam o universo para auxiliar, fundir, confundir as suas variedades... Ah, deveras, isto é “tão” Semântico! – Não se preocupem! Cuidarei ao inseri-los... Caso pareça estranho, formaremos expressões que participem o enc…