sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fanático resto


Uma avalanche de tintas brancas é a tua breve paisagem. Terra nua-magra tragada pelo ignorante heroísmo. Não posso impedir que te preocupes em quebrar os ossos, mas torço para que não descubras a nostalgia nesse pacote de Natal...
Parênteses são adendos num papel. Na cara, o sorriso é parido por um deles... Enquanto a tua curiosidade levanta a aba do vestido alheio desvendando o imo gerado em meninos e meninas, torço para que não sangres teus joelhos como os meus...
Com vontade de arrepiar a pele com algum metal dedilharás o contra-baixo composto pelos frenéticos passos intuitivos desta rua. Tu pedes "bis" ao terminar a narrativa do menino e o poço, e eu torço para que apareça uma cor bonita ao fechares os olhos...
É, filho, deveras, tal é a energia disposta que jamais te ocorreria acreditar na existência da palavra "passado"... Depois de o plantão mencionar, tu vens correndo e me perguntas o que significa "sobrevivência": não posso impedir, mas torço para que não compreendas a altura desse céu que desenhas através das cicatrizes...