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Feito pela mão do estilhaço

Um dos vidros da janela possui o seu próprio sol... Um astro de arraias cortantes brilhando o incolor... Quão acessível é, através de sua frieza provocante, tocá-lo! A extrema parte curiosa, com infantil apego, encaminha sua carne ao núcleo; já na metade bloqueada recebe o beijo da brisa abrindo ferida.
Álgida estrela de um soado disparo tambor! Na íngreme avenida corre a ruça complacência na roleta da fortuna!  - Anunciou em tempo real a tela do astro escolhida a tiro... Àquele sono apaziguado, é apenas um ruído que oferece esconderijo ao vento... Noutro dia, a obra-vidraça d’arte pede compaixão ainda que o resto do ódio aqui perca seu ouro de pólvora entre os cômodos.
Irregular formato de lástima neste cristalino capricho que consome o tecido. É sublime quando o parte: rouba a si a natureza vermelha do fogo que foi espalhada. A dor é cálida. A porta é breve. O provável arrasta a sorte envolvida no manto da noite... Embalou-se o predador estirado sobre o asfalto! A vizinhança o observa pelo buraco de cada sol cumprimentando o bom-dia!

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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Entre amigas: a passividade do possível

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L: O que nos mexe é a tragédia. Pensemos: por que não nos provoca certo orgasmo bisbilhoteiro nos interar da felicidade alheia? Porque o “insolucionável” nos move. O possível, cara amiga, nos leva à estabilização, à parada e à morte. O impossível é ativo.
M: Lembro-me de Quenau quando dizes isto. Ouve: A História é a ciência da infelicidade dos homens...
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Mas aquele subterfúgio de te olhar casando...

Resistir, sofrer por antecipação isolando-se numa máscara de pausa tchekhoviana ao estender-se no palco dos teus olhos. O espetáculo é meu, mas antes lamurie para o meu silêncio a vaga dessa boca a estreitar-se do muito que lhe choro dentro de mim.
É uma oração! Clamo à Resistência na súplica a fim de que esse deus se convença e se infernize mais com o meu pensamento nela... Mas mais do ínferno satiriza-se o erro de não lhe falar... Mas não... A Resistência é a sabotagem da razão; um deus dela mesma que desta cruz na abertura dos seus braços a me saudar, eu fujo.
Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
Tenho de continuar a resposta para os lados... Não é o mesmo lugar quando outra se adora sobre o…