sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Feito pela mão do estilhaço

Um dos vidros da janela possui o seu próprio sol... Um astro de arraias cortantes brilhando o incolor... Quão acessível é, através de sua frieza provocante, tocá-lo! A extrema parte curiosa, com infantil apego, encaminha sua carne ao núcleo; já na metade bloqueada recebe o beijo da brisa abrindo ferida.
Álgida estrela de um soado disparo tambor! Na íngreme avenida corre a ruça complacência na roleta da fortuna!  - Anunciou em tempo real a tela do astro escolhida a tiro... Àquele sono apaziguado, é apenas um ruído que oferece esconderijo ao vento... Noutro dia, a obra-vidraça d’arte pede compaixão ainda que o resto do ódio aqui perca seu ouro de pólvora entre os cômodos.
Irregular formato de lástima neste cristalino capricho que consome o tecido. É sublime quando o parte: rouba a si a natureza vermelha do fogo que foi espalhada. A dor é cálida. A porta é breve. O provável arrasta a sorte envolvida no manto da noite... Embalou-se o predador estirado sobre o asfalto! A vizinhança o observa pelo buraco de cada sol cumprimentando o bom-dia!