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Feito pela mão do estilhaço

Um dos vidros da janela possui o seu próprio sol... Um astro de arraias cortantes brilhando o incolor... Quão acessível é, através de sua frieza provocante, tocá-lo! A extrema parte curiosa, com infantil apego, encaminha sua carne ao núcleo; já na metade bloqueada recebe o beijo da brisa abrindo ferida.
Álgida estrela de um soado disparo tambor! Na íngreme avenida corre a ruça complacência na roleta da fortuna!  - Anunciou em tempo real a tela do astro escolhida a tiro... Àquele sono apaziguado, é apenas um ruído que oferece esconderijo ao vento... Noutro dia, a obra-vidraça d’arte pede compaixão ainda que o resto do ódio aqui perca seu ouro de pólvora entre os cômodos.
Irregular formato de lástima neste cristalino capricho que consome o tecido. É sublime quando o parte: rouba a si a natureza vermelha do fogo que foi espalhada. A dor é cálida. A porta é breve. O provável arrasta a sorte envolvida no manto da noite... Embalou-se o predador estirado sobre o asfalto! A vizinhança o observa pelo buraco de cada sol cumprimentando o bom-dia!

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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L: O que nos mexe é a tragédia. Pensemos: por que não nos provoca certo orgasmo bisbilhoteiro nos interar da felicidade alheia? Porque o “insolucionável” nos move. O possível, cara amiga, nos leva à estabilização, à parada e à morte. O impossível é ativo.
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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
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A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…