sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Trocadi(l)(n)ho

Na palma da mão, a moeda d’ouro se recolhe fria. Cabe a pele viva animá-la para finalizar o pagamento. Dourou a visão – eis a estratégia – num caso de valor; ou o número do peso enriqueceu o seu alimento?
A criança pinta o trocado sob a folha raspando carbono... Um grunhido na periferia d’arte... Antecipou com rabiscos a multidão (logo mais) curiosa por sua matéria; que, portanto tomou forma, intraduzível dinamismo e tornou-se um tesouro fundo-de-cofre.
A soma felicitou o seu anseio! Prezar, ao menos, a ansiedade – esta camuflagem já escolhida pelo gasto da sobrevivência – que fique feliz a premissa assim ganha!
O centavo transmitido de mão em bolso envelhece a cara e entrega a coroa... Para a serventia mendicante foi agradecida, esfumaçada ou deglutida com espetáculo... Visto o tempo, esquecera-se a cor que pouco sustenta um largo sorriso... Foi culpa do ouro!  - Arrebata o antropólogo.  – E estou satisfeito!  - Responde o dourado redondilho menor antropofágico...