sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estro amarelecido

Meus são os olhos amarelos elogiados por aquela menina... Disse-me que a diferença deles combinava com a focal cor terrosa. Menina acha bonito! É menina cujas cores são seu tempo único (agora, amarelo).
Na sua história, meus olhos amarelos tinham o poder de mirar o Sol por um período prolongado, absorvendo sem piscar a viva solução... Logo, a açucarada estampa quente, imaginou ela, com saborosa energia d’existência.
Dores, apenas as quedas, que correndo trazes, menina... Sustentam meu riso os seus personagens e a sua fada, que tem laço, me amarra nesta cura d’esperança... Verdade é o que dizes, a haste de condão quiçá macule ao tocar todos nós, humanos frágeis de corpo e de sonho...
Estes olhos amarelos e tão teus, criados de mágica tua, que somente eu ouço seu eufemístico eco... A voz pura desta menina não se ondula em ais, não acolheu idade para adulterar a face e tampouco adquiriu a doentia dilação do afeto... Sua voz acredita que a cor pertence ao arco-íris; tem fé em seu final... Que ressuscite assim...