sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Paso doble

Aquele lado obscuro da lua – nota – muito se assemelha ao piscar de olhos um d’outro. Tudo ao redor dela é vácua lenda como o corpo, para nós, é incógnito deleito para o qual suplicamos, em venturosos sorrisos, a sua porta aberta...
Faz-se no peito meu
A uníssona rima que a si mesma bateu
E com vigorosa estima o preza
Neste silêncio tenaz!

Concluirá a plástica de nossa intuitiva descoberta, diga-se, cuja fase requerida apressa meu fragrante alento ao violar teu objeto arrepio que, na verdade, eu confesso com beijo de práxis (sem rotina).
O corpo é coincidência da cama
A palavra é coincidência do sentimento
A conseqüência de ambos cobrou tara, incorporou alma, almejou respeito – entre meus seios – na viscosa vazante a te escorrer verdade! Junta tela à esparramada tinta alva; com as cores lá de fora a lua fecha seu emblema... Acompanhamo-la também encerrando-nos em tecidos sombrios e claros: colorida concordância da saudade.