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Um risco pela novidade interessante

Alar a imaginação – pede o exercício prático do rabisco... Seria cinismo este ensaio de fadiga pronta na desculpa do sonho? Vê, meu bem, a expositiva visão ao monte que alcanças e o apoio de teu braço... Este te pesa a vontade, tu adiantas, mas e se recordáramos tudo que há vivido a ficção ao saltar teus olhos da janela?!
Como Ismália, somos o preenchimento idealizador entre os mundos, um sobre e outro sob nós... Ousamos asas, mas corremos o risco de pousar em crateras provocadas pelos tropeços dos outros. Nunca desfaça o teu ar, meu bem, teu suporte de condução e lançamento do próprio corpo...   Cuida-te.
Quão paciente a atividade, uma proposta mansa e obediente. A boiada segue a sina do trabalho ante o pensamento outorgado de valer à pena; E como este tarda a chegar, meu bem... No entanto para a crescente qualidade a imaginação criou novo espírito durante o traço cansado da face...
... Na confiança do mesmo assim...
Aprende a beleza através do que te abstrai. Desconstruir-se é um dom limpo condizente com o período lutuoso das águias... Tal origem em surdina alimenta nações de possibilidades com direito à contrariedade, caso opte pela vontade de viver...

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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Entre amigas: a passividade do possível

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M: Lembro-me de Quenau quando dizes isto. Ouve: A História é a ciência da infelicidade dos homens...
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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
Tem uma chuva vinda de vez em quando para lhe escorrer temporais fios de cabelo. Um e outro pássaro que ali pousa enfeitando com asas a suposição pesada de voar. Pessoa que ali se escora, pisa, senta e evapora a própria condição concreta de ser humano.
A vegetação morre, a pedra ali espera. É iludida. Não tem consciência da morte. Tem como companhia o dia, a noite e todo sentimento que se despede. A pedra ali espera. Uma lufa lhe acaricia nunca a deixando só.
A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…