sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pela gente

Ensina o sentimento às crianças para que logo o tenham. Sabemos que é fácil pegar um amor e chorar. Concluímos que o interativo conhecimento nos será crítico – todo o sempre – na criação do problemático personagem.
Quão formal e respeitoso o ritmo de pessoa! É um âmbito corporal comunicada na oculta linguagem do pensamento. Assiste ao filme clássico esquecendo tua historia: veste o figurino, porém; e narra-te paralelo aos documentos incorporados pela tua idêntica arte (ou intérprete).
Leitura ensaiada sobreposta na conversa entre os alheios e os adquiridos... Qual a melhor forma de en(si)(ce)nar? A entrevista feita de pessoa a pessoa durante as cabisbaixas ruas, questionando o que saberia sobre o outro...
Vamos partir da estética, na linha horizonte, argumentando com desejo final a paranóia social. De cara com a patologia histórica – interior e exterior – um homem forjado por estes elementos discursa consigo o desconhecido... A tecnologia do “eu” íntimo pelo ponto de vista da memória – conto da vida aprisionada ao se auto-observar na escuta! Qual a precisão de nossas impressões? – A aparência nos suspeita para ser. O contato com o interior, uma fenomenologia... O que é o oculto? – A desconfiança; resposta na vontade de controlar o outro ou no arguto medo de ser controlado... Aprende-se.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

“menos dos seus versos ou prosas”

Faleceu como se delatara as observações da geração seguinte. O defunto foi transformado em beleza e doçura na maquiagem da falta... (Calado) revelou, antes na sua retórica compassiva, todos que ali lhe choravam.
O enlouquecimento à Ovídio dramatizou a voz em seu corpo. Suspeitou-se da mãe ao vê-lo distribuído em roupas herdadas: em cada peça havia um discurso mediado pela compaixão. Cada beneficiado tornou harmonioso e quieto o sentimento na busca d’um símbolo a sua seqüente vida; e isto amenizou o dito inútil, visto que os sorrisos jogados naquele local muito o amaram com gratuidade.
Um jogo de palavras traçado naquela guisa seca pela crueldade da sobrevivência. Sabia que tudo era cíclico e que o legado é uma cova vazia. Aprendeu que por trás do pedido há uma confissão – nunca prometeu o seu passado à falácia, apenas concluiu sem margens.
Digamos, pois, que este lhe foi o seu melhor momento. Venceria ainda se estivesse sito n’alguma batata como verme... Ofereceu o banquete na incólume travessa de madeira escura; ao lado, avistara-se a orquestra composta por uma harpa, um cozinheiro, um juiz, um bíblico, um carteiro, uma matadora, um coro de vadios e um público de cobradores. A nota publicada: Missa Culta do Galo Velho no seu Sétimo dia de Ovos d’Ouro.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Puellae-Domina

Qual o teu problema de representação? O silêncio? Muitas vezes, tem certeza, ser opaco é a melhor arte de atração – uma pintura de mistério ou de carência: a decidir! Que quero!
Aqui leio e assisto, mas não sei o que me projetas no aproveito da minha cegueira – cá plateia sou analisável, bem sabes, na tua alegórica interpretação sensorial minha. Ação me rastreia em ti – símbolo que me recebe na tradução da difícil causa silenciosa. Aclarar-me-ias o discurso psíquico sem desvendar o efeito; na fragmentação, antes culpa que descaso! Não lamento as gentes, meu caro! A linguagem igualmente física para o teu tipo, meu único ataque na tua espera em caleidoscópio – a tua importância somente na ação – experimento o doce baixo que me sorves.
Todo tu é plano! Quão mais me encanto com o que de mim projetas; um falseio do problema na tua natural recepção. Vai, dramatiza a quietude! O que ainda não encontraste em mim saberás fazer... A característica do meu caso se derrama na formal cauda do vestido que de mim brota – são ou mortífero – para um amigo cuja emoção dá o direito à perda.
O que acontece? – Perguntas-me pela vez dedicada...
Acuso-te de suspeita! Tal maneira de reclamar na consequente Pandora.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

In Orco

Toma-me em teu frágil colo, Doninho. Viste que sou uma peça primitiva, confusa e inconsciente – tudo que em ti conflita ao expirar o contemporâneo. Nossas convenções?! – Drama d’época ainda explicado nos pensamentos e motivos.
Face, ofereço não eu! Nulo de traços intrínsecos, digo, uma falta involuntária contra a vontade do sujeito insopitável, jamais partida d’alguma maldade essencial. Acúmulo de traços no rosto, quantas tipificações a mais faria? Não há fome em Télema; mas inda resta o vício do personagem burlesco, de fascínio público, que esquece a vice-questão do protagonista.
Complexa relação, Doninho; se sei! Solilóquios! – Não te explico! Não lembro!
Já me envolvi em peças paranóicas como a tua, de linguagem rasteira, de mito maldito, de atmosfera negra. O que são os sonhos? Para que servem? – Concepções populares com poderes mágicos. Crença (por vezes) apatetada fiel à procura. Desfacelamento sócio-bicho, Doninho. Fragmentos para o ponto de vista histórico dado na década.
Conteúdo fantasmagórico denso de caráter. Aberto o espaço e o porquê de te deixares seduzir (por mim): “Viste que sou uma peça primitiva, confusa e inconsciente – tudo que em ti conflita” – nome d’um bicho sócio (?!) Toma Meu descanso em Teu arfante manifesto de força, Doninho...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Soft you now!

Olhas-me com a desconfiança de Panurge, mas sei que não recusarás o que te aproveito; assim, dizendo em cálidas palavras um toque de cálice, ambas sensíveis e encarnadas. Quem seria o personagem enroscado entre as pernas? Duras penas são serviços de agrado no que me calaste...
No que é matéria, o completo se adorna do invisível pulsado – relembra a sede para que nada siga. A conversa que se acalme nesta disposta consequência dos genes! Roda, caminho íngreme, és o alcance que me abraça. Não me peças a volta da recordação, embora fite a saudade.
Paisagem descrita no teu zelo cuja linguagem colore a ira e a felicidade: Eu, tu, cá, lá, o palhaço a lavar sua excêntrica maquiagem com as próprias lágrimas. Dramático infinito de insaciável soma; criadouro e matina – seja o definitivo semblante permitido, visaste tu. Intrépida risada qualificada em minha armadura desprendida do dorso!
Pleno término teu! O movimento da face agonizante pede a comparsa fissura de minha destra. Uma tenra e solidária liberdade braçal que te acolhe impedindo a álgida braveza deste clima. És manso e imperioso, enfermidade sem vontade de cura. Bramidos, deleito, o que seriam? – Ai!