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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Paso doble

Aquele lado obscuro da lua – nota – muito se assemelha ao piscar de olhos um d’outro. Tudo ao redor dela é vácua lenda como o corpo, para nós, é incógnito deleito para o qual suplicamos, em venturosos sorrisos, a sua porta aberta...
Faz-se no peito meu A uníssona rima que a si mesma bateu E com vigorosa estima o preza Neste silêncio tenaz!
Concluirá a plástica de nossa intuitiva descoberta, diga-se, cuja fase requerida apressa meu fragrante alento ao violar teu objeto arrepio que, na verdade, eu confesso com beijo de práxis (sem rotina).
O corpo é coincidência da cama A palavra é coincidência do sentimento A conseqüência de ambos cobrou tara, incorporou alma, almejou respeito – entre meus seios – na viscosa vazante a te escorrer verdade! Junta tela à esparramada tinta alva; com as cores lá de fora a lua fecha seu emblema... Acompanhamo-la também encerrando-nos em tecidos sombrios e claros: colorida concordância da saudade.

Estro amarelecido

Meus são os olhos amarelos elogiados por aquela menina... Disse-me que a diferença deles combinava com a focal cor terrosa. Menina acha bonito! É menina cujas cores são seu tempo único (agora, amarelo).
Na sua história, meus olhos amarelos tinham o poder de mirar o Sol por um período prolongado, absorvendo sem piscar a viva solução... Logo, a açucarada estampa quente, imaginou ela, com saborosa energia d’existência.
Dores, apenas as quedas, que correndo trazes, menina... Sustentam meu riso os seus personagens e a sua fada, que tem laço, me amarra nesta cura d’esperança... Verdade é o que dizes, a haste de condão quiçá macule ao tocar todos nós, humanos frágeis de corpo e de sonho...
Estes olhos amarelos e tão teus, criados de mágica tua, que somente eu ouço seu eufemístico eco... A voz pura desta menina não se ondula em ais, não acolheu idade para adulterar a face e tampouco adquiriu a doentia dilação do afeto... Sua voz acredita que a cor pertence ao arco-íris; tem fé em seu final..…

Um risco pela novidade interessante

Alar a imaginação – pede o exercício prático do rabisco... Seria cinismo este ensaio de fadiga pronta na desculpa do sonho? Vê, meu bem, a expositiva visão ao monte que alcanças e o apoio de teu braço... Este te pesa a vontade, tu adiantas, mas e se recordáramos tudo que há vivido a ficção ao saltar teus olhos da janela?!
Como Ismália, somos o preenchimento idealizador entre os mundos, um sobre e outro sob nós... Ousamos asas, mas corremos o risco de pousar em crateras provocadas pelos tropeços dos outros. Nunca desfaça o teu ar, meu bem, teu suporte de condução e lançamento do próprio corpo...   Cuida-te.
Quão paciente a atividade, uma proposta mansa e obediente. A boiada segue a sina do trabalho ante o pensamento outorgado de valer à pena; E como este tarda a chegar, meu bem... No entanto para a crescente qualidade a imaginação criou novo espírito durante o traço cansado da face...
... Na confiança do mesmo assim...
Aprende a beleza através do que te abstrai. Desconstruir-se é um …

Arguição da caminhada

Ouçam! É explicação dada por um mundo de voltas que buscou, reencontra e indicará novo ciclo.
O que lhes faz sonho? A canção do beijo platônico n’almofada ou o aprendizado? Totaliza-se, pois, este ingresso vantajoso de décima juventude graciosa. Cometeria indiscrição sua velhice, logo depois, às pazes d’uma ida...
A dizer-lhes em curto espaço, o longo laço aqui recebo em meu invólucro mater-sapiense... Nas prévias manifestações de vida que têm, vejo alguns jocosos passos a saltitarem orgulhosamente por mais uma etapa. E vocês são corpos em construção; esguias alternativas entre sentimentos de flor sem pecado velho.
Em instantes, suas definições retas, curvadas ou não, contarão com a ajuda (também da desventura) para se tornarem heróis. Então: – Apresente o diálogo e as armas se rendem! – é o meu aprendizado que compartilho, em particular, com cada um de vocês.
Que a ordem não lhes cause o medo. Muito a pedi, vocês sabem, e ela será seu artefato de êxito, vocês compreenderão. Confio…