sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

À flor do lábio...

Nosso beijo chegou ao fim de sua validade. Sem ser pelas mordidas, mas pelo mal que almeja esta minha plausível despida...
Ouça a rapidez com que o som do piano sobe as montanhas... Evado-me (junto) pelas notas a escalada d’algum rochoso deleito. Flores m’alimentam – basta me descobrirem entre as pernas – com perfeito afago disposto... Apenas encostam...
Carrega-me o olor em seu conjunto de anjos – ao esquecimento, o sangue; ao vôo, a palavra! A fraqueza abandona e sabemos o seu disfarce... Entrelace suas mãos em meus pés atraindo minh’alma a terra suave, tanto sua, encontro-me na palma - convence-se você.
A cada corrida desta vida amada, as pessoas que percorreram pistas venturosas nos bramidos do beijo. Acumulou-se a saudade (sentida novamente) ao vê-lo... Por camadas e camadas obtive a declaração crida de posse – “amo-te”.