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À flor do lábio...

Nosso beijo chegou ao fim de sua validade. Sem ser pelas mordidas, mas pelo mal que almeja esta minha plausível despida...
Ouça a rapidez com que o som do piano sobe as montanhas... Evado-me (junto) pelas notas a escalada d’algum rochoso deleito. Flores m’alimentam – basta me descobrirem entre as pernas – com perfeito afago disposto... Apenas encostam...
Carrega-me o olor em seu conjunto de anjos – ao esquecimento, o sangue; ao vôo, a palavra! A fraqueza abandona e sabemos o seu disfarce... Entrelace suas mãos em meus pés atraindo minh’alma a terra suave, tanto sua, encontro-me na palma - convence-se você.
A cada corrida desta vida amada, as pessoas que percorreram pistas venturosas nos bramidos do beijo. Acumulou-se a saudade (sentida novamente) ao vê-lo... Por camadas e camadas obtive a declaração crida de posse – “amo-te”.

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A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…