sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Surtida

Para corrigir a certeza, indago à parábola, que a visita moral representa, o lugar escuso por onde inspirou, com tropeços, o seu monólogo. Ao caso, somente a calada sôfrega consegue competir com o derrame elegíaco à conquista da máscara.
Sorriu-me com paulatina aridez aquela senhora... Revelava-se dela a trânsfuga emoção modelada às formas obstantes de liberdade. Da prudência criara-se a hipocrisia, esta já anosa boa feitora de lisonja... – Se gostas, então sonha! Se aceitas, então empenha-te! – Alertou aquela senhora, ali, que estira suas pernas diabéticas sobre todo o chão alcançável...
Fino trato de obediência crescida à exterior igualdade, e caso descubram a recíproca passagem secreta, somos minoria guardada! Peças reunidas de favores, observadas pela constante visão eterna e única... – Sentes medo? – Protegeu-me com palavras. – Medo: o porquê obscuro de si mesmo, porém sustentado por carência! A certeza não é solícita, mas ratifico a existência da palavra certa quando o resto escasseia... – Digo a esta senhora diabética sem pretender o final...