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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Préface-in-scène

Projeção de indivíduo: posso ser o dúbio rosto na medida em que me conserva. Um solo reflexo de azulejos corrompidos de inverno; a luta liquida da nebulosidade...
Cometeu ressurgindo o conflito, este aparato de expressão – ouviu, sem tédio preciso, a sua elegia aforada de adeus – um bem alter à subversão que resmunga sem pudor a própria vida. Os olhos da coruja fitam as mazelas provocantes do risco nos túneis ocultos da lua; e bem vindo o seu dia acinzentado de luz, te permitindo sair sem ser pela fome d’outro.
Lar d’ira – um mito às pressas da descoberta – aprecia cômoda e passadamente o traço preciso dos quadriláteros do piso. As ondulantes descidas, amparadas pela brisa que as abre, sustentam a soma do corpo acolhido em sua introspectiva decisão. Visou ao mundo o prodígio mistério do pensamento... Com voltas no tempo, o olor acompanha, afinal, as vontades que nos oferecem as mãos – apego às circunstâncias hábeis de prospecto, acariciadas na destreza de não ser pessoa, mas idéia.

Paralelo suntuoso

De qual oco vão nasce esse céu calmo na turbulência de um medo infantil? Suas sóbrias cores, cores do infinito, atraídas de visão pujante e ideal, estampam a fácil opção taciturna.
As estações elaboram a arte do firmamento; eis o grafite que te escreve com fardo relampejo. Teu personagem renuncia ao próprio divino para, enfim, ser pessoa – o limite precavido da distância que se anuncia a cada nascimento. A face suprema há sido o disfarce das dores alheias, semeou expressões à troca lunar e cresceu teus caules acima d’álgida cobertura... Assim carrega o elevado, em seu inverso caminho, a certeza e a prova da escolha – fim sem clareza e de afável percepção – sonhaste-o tu?
Dos olhos se natura o alto, verdadeiramente cristalizado em quedas impressionantes... A mais bela luz também se abre em tua cara com fome, ainda que com o mesmo pecado atravessado no mergulho do mar. Mais um oco vão ecoando a pergunta d’um findo ser...

Camadas

Derrete-se o corpo, com o seu cansaço infame, sobre a lealdade fugaz da evasão... Triste colapso tênue desse dia vivido à custa da nítida cor estampada, corrida estranha no rolar das bolas guache...
Mente, mostra suas vergonhas, assim como as entranhas parem pureza – se bandido ou santo, virginal não se conclui. Entre os pelos, há algo de toque? Fogo, talvez, carbonizando saudade! O suor pede distância. Solta-se cômodo e feliz atleta... Ah, um experiente mergulhador (de) solo. Ida...
Órgãos vitais em pleuras sufocantes acompanham o rodopiar da enorme traquéia a soluçar pecados. Por isso se resgata. – O anjo afirma vivendo. “Por isso me dispo.” – Disse Drummond, deitado em minha cama e tirando os óculos.
- O beijo ama e espera. Cai o véu entardecido; amanhã, a busca segue até a hora vermelha. – Ordenou a noiva orfística...

O eco, o vento, o retorno

Cai o pano branco amontoado sobre a madeira escorregadia. Solidária corrente de pingos também se alastra pela ladeira compensada de afagos indeléveis...
Acredita-se que o cortejo seja recebido com o aplauso da ventania; ah, o abraço nunca esperado ali pronto a tornar nossa face... A conta não se compadece! Assim resta cavar a mais profunda mágoa que entesoura o silêncio...
A dor, incorrigível, ora aquece o alvo tecido pequeno, ora congela a saudade – aquele ontem não cuidado, aquele hoje afastado de amor... Os cabelos longos estiraram-se na madeira com sua mania de despedida. As respirações rodeiam o sono naquele interior imóvel. Não nos vê!
Caminho que caleja a perda... Sobre ele a alça, o lenço, o Sol e a esperança d’outro dia. Os olhos além de quem vive atravessa o céu encontrando a dimensão bela da alegria ceifada aqui, mas eternizada em benção...
Uma lufa carrega balões de presente...