sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O eco, o vento, o retorno

Imagem: Larissa Pujol
Cai o pano branco amontoado sobre a madeira escorregadia. Solidária corrente de pingos também se alastra pela ladeira compensada de afagos indeléveis...
Acredita-se que o cortejo seja recebido com o aplauso da ventania; ah, o abraço nunca esperado ali pronto a tornar nossa face... A conta não se compadece! Assim resta cavar a mais profunda mágoa que entesoura o silêncio...
A dor, incorrigível, ora aquece o alvo tecido pequeno, ora congela a saudade – aquele ontem não cuidado, aquele hoje afastado de amor... Os cabelos longos estiraram-se na madeira com sua mania de despedida. As respirações rodeiam o sono naquele interior imóvel. Não nos vê!
Caminho que caleja a perda... Sobre ele a alça, o lenço, o Sol e a esperança d’outro dia. Os olhos além de quem vive atravessa o céu encontrando a dimensão bela da alegria ceifada aqui, mas eternizada em benção...
Uma lufa carrega balões de presente...