sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Paralelo suntuoso

De qual oco vão nasce esse céu calmo na turbulência de um medo infantil? Suas sóbrias cores, cores do infinito, atraídas de visão pujante e ideal, estampam a fácil opção taciturna.
As estações elaboram a arte do firmamento; eis o grafite que te escreve com fardo relampejo. Teu personagem renuncia ao próprio divino para, enfim, ser pessoa – o limite precavido da distância que se anuncia a cada nascimento. A face suprema há sido o disfarce das dores alheias, semeou expressões à troca lunar e cresceu teus caules acima d’álgida cobertura... Assim carrega o elevado, em seu inverso caminho, a certeza e a prova da escolha – fim sem clareza e de afável percepção – sonhaste-o tu?
Dos olhos se natura o alto, verdadeiramente cristalizado em quedas impressionantes... A mais bela luz também se abre em tua cara com fome, ainda que com o mesmo pecado atravessado no mergulho do mar. Mais um oco vão ecoando a pergunta d’um findo ser...