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Mostrando postagens de Março, 2013

Codinome Realidade

Questiona, a jovenzinha, sobre o fato de sonhar... Motivo para apalpar a atmosfera invisível arriscando macular as asas na moldura de dimensões incertas em sua total conseqüência...
Cabelos virgens ao ponto de as madeixas guardarem sob elas os lábios pequenos e parte da fina pele mimada pela mãe. Um ouro não a aconselha, apenas oferece sol ao beijo. Tal paz, de complexa sobrevivência, pressente o rigor do dia e diz para o abraço distante que a noite carregará o fardo pensamento...
Aprazer-se-á em seu colo a filha de pano, maleável e de obediente sorriso mesmo quando esquecida na idade. Estas pernas têxteis andam, hoje, por suas mãos cheias de feminino, que apalpam novamente a dimensão do ar, desafiam a densa água e arriscam a força. Certa a abertura alada da pergunta, confirma-se a diferente estada daqui a pouco – aquele degrau desaba, mas o outro por construir suportará seus saltitantes impulsos (curiosos).
O significado da senha destina o caminho da jovenzinha. Embora em minúsculo adj…

Parêntese (da visão)

Listam-se as memórias neste parêntese de visão; o que me conta, pouco enfadou seus grandes círculos curiosos. Entre os dedos a luz esverdeada d’uma planta crescente sob infinitos céus nebulosos da íris. Cantarolam ao redor de tua face as cores da cultura, esta, de homem a macho, esfriando os cálculos do teu sorriso – em teus lábios de filha a carne não sorve o alimento, mas beijam oferecendo-o.
Quão doce é a canela de tua tez; miramo-la saboreando os mistérios que escorrem n’algumas gotas suadas de brincadeira... Ah, pele minúscula, de moles músculos a adiantarem sua idade escusa! O hábito rodopia com tuas vestes e parece escapar-se dentro dos passes obrigatórios – presume o dito libertário o final da melodia; caso te diga fuga, repete-te a paixão do novo...
A mãe, cujo caminho se confirma nos traços da cara, amplifica seus cuidados ao horizonte alcançando a tua liberdade, onde estejas... O que lhe compensa é a despedida, pois esta carrega em si o balanço positivo da cabeça, tal crença…

Do sujeito

O predicado por vezes envaidece a simulada incapacidade. Um elogio adianta ao cúmulo esperto a decisiva cara mostrada. Não se compadece a criação maquilada de tais coleções intituladas sapientes. Carece de luta, meu caro, e de sinceridade.
As flechas de concessão atravessam o mural que estima a tua tolice! Cabeça por cabeça, os pareceres não se fazem felizes, tampouco te mencionam – desejam viver. Traidor de si, o talho adula a suavidade da pele espalhada na correnteza – elo por elo, o vermelho círculo aproveita o terreno.
Acata, pois, esta voz que ora aterra, ora alegra, ora um pouco mais te domina. Realmente ela se define em pontos remendados de palavras... Espera-as (todas) sem receio, pois os males são teus, e bem fingidos compreendem a possível confusão da verdade...
Expectativas em tão pouca experiência, ainda que persista a imitação do otimismo, não importa, dizem respeito à união das lágrimas! Compreensão dos valores, quiçá não conhecidos, um a sua vez, a colecionar universos. O…

Casual

Vislumbra a preocupada dita em curva perfeita de mudança. O corpo, objeto condutor das decisões, acalentara-se no âmago dos rumos concretos – e precisos – para solidão. A composta letra gestual do teu silêncio, de minha casa, furta a lida que muito lhe acalca a permanência sobrevivente verbaliza o imo, segundo o nosso pudor.
Há etapas em teu pedido cuja solução não se adapta entre os lábios. A cor sóbria dos olhos amedrontados me esclarece a contemplada perseverança.
O ganho soube sair com despedida, caindo rosas. A cara dura esculpida pela pesagem d’um tempo, deveras, para se lembrar... Algum carinho no assovio daquele canário? Seu mundo preso de ar e vida, esta assassina da saudade na próxima estação. Lá, as palavras se conformam; ao nosso redor, apenas a calma se difere com o pensamento. Memória: um caso singelo e acomodado nas expirais...