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Parêntese (da visão)

Listam-se as memórias neste parêntese de visão; o que me conta, pouco enfadou seus grandes círculos curiosos. Entre os dedos a luz esverdeada d’uma planta crescente sob infinitos céus nebulosos da íris. Cantarolam ao redor de tua face as cores da cultura, esta, de homem a macho, esfriando os cálculos do teu sorriso – em teus lábios de filha a carne não sorve o alimento, mas beijam oferecendo-o.
Quão doce é a canela de tua tez; miramo-la saboreando os mistérios que escorrem n’algumas gotas suadas de brincadeira... Ah, pele minúscula, de moles músculos a adiantarem sua idade escusa! O hábito rodopia com tuas vestes e parece escapar-se dentro dos passes obrigatórios – presume o dito libertário o final da melodia; caso te diga fuga, repete-te a paixão do novo...
A mãe, cujo caminho se confirma nos traços da cara, amplifica seus cuidados ao horizonte alcançando a tua liberdade, onde estejas... O que lhe compensa é a despedida, pois esta carrega em si o balanço positivo da cabeça, tal crença na guarida d’um abraço posto em prática. Esse tempo teu provoca a corrida da Terra, a lentidão da derrota, o encontro dos genes... Tudo neste parêntese de visão que avistou a própria natureza te aniquilando anos de erros... Para o tropeço igualado à conquista, a intenção mal sobrevive com justo preço, filha...

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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Entre amigas: a passividade do possível

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L: O que nos mexe é a tragédia. Pensemos: por que não nos provoca certo orgasmo bisbilhoteiro nos interar da felicidade alheia? Porque o “insolucionável” nos move. O possível, cara amiga, nos leva à estabilização, à parada e à morte. O impossível é ativo.
M: Lembro-me de Quenau quando dizes isto. Ouve: A História é a ciência da infelicidade dos homens...
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Mas aquele subterfúgio de te olhar casando...

Resistir, sofrer por antecipação isolando-se numa máscara de pausa tchekhoviana ao estender-se no palco dos teus olhos. O espetáculo é meu, mas antes lamurie para o meu silêncio a vaga dessa boca a estreitar-se do muito que lhe choro dentro de mim.
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Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
Tenho de continuar a resposta para os lados... Não é o mesmo lugar quando outra se adora sobre o…