sexta-feira, 5 de abril de 2013

Carregou o caminho...

...Preparou conjunto por dia, dia por frio, frio (ou não) por calor, calada, assim como a bagagem que sustenta suas metades têxteis em (para) cada membro oco e suspenso que reste... Enumerada, assim como as horas que espreitam o crepúsculo... Adiantada, assim como as metáforas entre o corpo e o pensamento... Amassada, assim como ama!
O olor, de costume, já se desprende antes da inexorável despedida, surpreendendo até este Sol que, míope recente, alumia próximo a si as barras sombrias pelas quais se guia a caminhada. Tal cidade na cama asfaltada roda a rotina – parece nunca finda – assim, quanto mais, quanto nela, amassada!, mais filhos se criam...
Desliza em seu colo a prática cinta concluída em valores, diluída em notas pagas ou cantaroladas num fundo ritmo de passos e desvios. Cedida a permissão seleta e expressiva deste começo, as nuvens do seu cigarro invadem o pensamento escuso n’algum pedido ao Eterno: a filha O avistou nas juras de amor, no entanto o rio se parte desencontrando-se em duas lágrimas...
Finalmente fragmenta-se Ela nas cenas onipresentes daqueles que a vêem. Se caírem aos seus pés, assumirão a Sua vontade de levá-los onde quiser... A compleição, forte aliada, também adiciona um sorriso cúmplice que creditará ao outro o retorno... Faz tempo.