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Pesqueiro

Não comete pecado esta sombra do mal sobre os nós cegos da rede. A pesca seguiu a vez do mar, ladrão de tudo, como se vivesse num rumo, apenas.
Saudável a fome da união que absorve os receios no abraço... Pouco pode-se crer, no entanto a novidade descrita nas costas, e que talvez a outrem lhe denuncie, aniquila o possível equivoco em seu apreço. Contornam-nos assim os marulhos anelados de correntes e correntezas. Borbulhou a viva-água anunciando a infinita rota de fuga... Atraiu sem que soubéssemos... A sombra, para o mau-dizer do pescador, acolheu no profundo paraíso negro os pequenos, grandes e rápidos desvios do seu dia. – Gigante começo é o Sol! – Deu-se conta.
O que importa? O suor escorre com seu fim semelhante ao nosso... O cair da desesperança abatido pela fortaleza qualquer é. N’algum outono próximo, a lua deixar-se-á marcar...
Ao lado, o balanço apático da velha guarida. Sente nesta a sua confidente ao fitá-la de horizonte a horizonte... A sua madeira fosca tinha a face de mãe! E ela se olhava sobre a água invadida permitindo o pescador de se tornar natureza... Atirou-se, borbulhou nu e voltou envolvido de corais e por alguns pares de braços... Outra madeira-mãe o seu descanso acolheu, naturalmente.

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