sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ponto desvio

A questão que eleva seus olhos à minha face, querido, mais protege a conforme sina deste dia. Um jeito propício a emular as alheias caras deixadas para depois, num encontro tropeçado do cotidiano, ou na contagem que nos deve a paciência.
Uníssonas expressões comentadas nas ruas, oxalá chegue o ouvido para desviá-las pelas esquinas que ora esperam, ora esquecem... Agora, elas narram de mãos dadas a calmaria d’um vermelho ponto lá no alto... Na travessia, só o trecho lhe é contado, querido. Então, leia-me, você, na pressa que o puxo, como se fossemos para a cama num dia de sábado... Não se equivoque! Embora a entrega dos pontos descosture um vestido e nos aquiete o argumento, vírgulas pouco sabem quando e como continuarão... Um fim d’outro indaga no ninho braçal a certeza daquele meio carregado de cerne doce e vivido...
Que se adie a parcimônia entre o seu sonho de Septimus e o extremo delineado apego em minhas mãos... O Letes não corre como nós, querido, portanto a passagem não se pintará neste quadro. Talvez, como tal esquecido, atravesse e se despeça da sobrevivência que consumimos. Parece-lhe difícil acudir o amanhã num ontem em eclipse. Sopram assim o vento e o assobio: escute ou leve conforme o trajeto...