sexta-feira, 31 de maio de 2013

Balada na planta

Celebrando a própria obra, lá se arrasta o dia... Tal como a avenida que entre fumaças ora fica dorsal, ora se insinua – sinuosa – de muitos segredos e, logo, pode ser uma batida... Ou espera na esquina?
Acontece à corrente e ao cadeado: gira a chave na tranca e na liberdade. O peso de ambos causa barulho! Feitos de amor, um para o outro na mesma redoma de lençóis pincelados de vermelho rompido... Ah, estão nos corações das bonecas as flores conotadas de suas faces metafóricas... A brincadeira da desaforada pétala caída! ... Carregada por toda a suntuosidade da beleza partida.
Não há verso sem sua regra de formas perfeitas. Tampouco sua paz e seu amor são compostos por educadas palavras... Por que a brevidade restrita, se as notas deste bloco se referem aos acordes e ao perfume? O sinônimo, aqui, é um mero detalhe. O sentimento nos devolve ao mundo em formas expressivas de vida. Mistério saber para que lado cair... Para todos os lados, voar é o dito da sorte... Ou a festejamos, ou ela nos festeja... A dureza do solo feita de obras ruídas nossas. Apenas o caminho...