sexta-feira, 3 de maio de 2013

Luz e meio

Imagem: Larissa Pujol

O tempo colidiu em mim, neste corpo que é notícia. Uniforme apenas a distração na mirada ampla aos fragmentos. E lá no alto, bem próximo de todos, tal encostou a sombra na lua me permitindo o detalhe nesta imensidão de vida a que tenho direito...
A luz disparou e dispersou-se por todos os olhares do mundo. Bem distribuída, assim, para que nos certifiquemos do seu assíduo cuidado... Alados, os ventos encontram suas almas; eis meu colo de Terra a servir pessoas sonhadas. Repousa com gesto frágil neste arco luminoso que propõe o tempo em transe.
Sentido o amor, o pulso quisera o cheiro disposto n’alva pele nua – evaporou carregado pelo vento d’um norte qualquer... Por amargura, bastam as vivas carnes nele apegadas. Velhas mãos hoje a apoiar n’algum cômodo a incômoda paciência. Dor pela dor, a coluna agora ereta... Desmanchou-se a cor neste chão (de luz) – logo o Alto me provém mais uma fase... Plantas tosadas à míngua adornam o côncavo acalanto...