sexta-feira, 28 de junho de 2013

O espaço da pedra

 
Num curto espaço, o abraço é o nosso tempo eterno – como a busca do dia futuro – velha nos parece a criança curiosa de corpo... Há lágrimas que os lábios beijam; saudade é criança e somos o seu responsável pecado.
Diga-me, hoje, que as horas o fazem sorrir; e se elas, na lembrança, mascarar-se-ão de sempre... A sempre pergunta que de muita ordem a possuímos. Dever na dúvida de continuar, mesmo que o tempo do sempre acolha-nos num abraço. Se persistir, compensar-nos-á a culpa: num dedo, num mundo, num sempre rotineiro.
Futuro, hoje? Decidiremos. Ao plano do passado esticaremos o quando patético da falácia para iludir o ócio que cai do céu... O quando do assim é. Respostas em curto prazo para nosso acúmulo de amanhã. Preparado? Vá. O para sempre é uma pedra!
Nosso carinho, nenhum espaço entre o abraço! Espetáculo em incontáveis atos pulsados e de intervalos mirados um n’outro... Obtemos o sempre que volta feliz, mas partirá entregando-nos a missão... Feliz regressará num agora que lembramos. Persegue o bem a falta sentida. Omitir-se deixa de sê-la – sempre, quem amará? Num breve espaço nos permitimos, então, levar pelo suspiro eterno... De pouco a pouco, o fardo é denso...