sexta-feira, 26 de julho de 2013

As frases do corpo

Recolhe na tua expressão jovem a dita desamparada de receio. No seio da imortalidade ondulam desvios e subidas, arfam o silencio e a vingança, o perdão e a nostalgia num risco de tempo.
Estações partidas de trens em folhas; florescem n’outro canto onde a despedida se esquece e o frio não é suspiro da morte – eis o que me perguntaste sobre o medo – um apego sereno? A casa com suas luzes diminuídas brinca de sombras rascunhadas em teu semblante taciturno... Ah, diz ao teu próprio vilão que aquela história é a coragem de teus dias antes da ida.
Junto ao pó antes balançou a criança e a procriação. A lã costurada à medida bela do tempo se rasga no ágil e complacente final. Passou um traço sobre a sublime fronteira... Ouve, então, por quanta chuva pouco se foi...
Os olhos se fecham, juram afeto, mas também, cinzas; e cinza é a cor de manhã... Observaram-se por tudo quanto ainda há tempo e vontade, o anseio de agonia.