sexta-feira, 12 de julho de 2013

Beat

Vivi ao longe, no olhar do esquivo, a turva esquina que nascera. Ato pelo qual mirou-se o semblante inócuo da persistência. Ei, sua cara! Na cara d’outro que você sequer me pensa!
Caminho entre seus olhares – coloridos, escusos, dispersos, alegres – para todas as dúvidas nas faces desconhecidas que o conheço desde as poucas horas e pessoas passadas... Desejo o início na despedida cálida entre mãos e escuridão, esta, por sua vez, mendicante beleza das sedas vestindo o chão. 
Claridade verde e profunda imensidão aquosa que em você desabo... Ainda mais eu mergulho no revoltoso transbordar de um rio latente entre as pernas. Um rosto de margem para a terra batida (e se foi... de velho). Ou morreu de falta? A coragem salta com o seu feitio austero – você me disse... E o risco assinou este cristal que a tudo observa em seus lados. Permaneci ao longe, no olhar do encontro, pelo dia que crescera...