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No vidro

Imagem: Larissa Pujol
 
Seu brilho, minha espada – o mar que pulsa a cor no emaranhado valente avança por sobre o bailado da sorte... Detalhes nos grãos de pele ao pó, e assim sacodem as sombras.
Um chamado vocifera a voz; por onde ela ocorre? Apenas sou todo lábio, único nu ao vento – desalento – que se introduz e foge deixando vida... Argento partir de minha ferida, fecho o peito em sua imagem, bem se faz homenagem a luz que o guia.
A tempestuosa tarde espera... Dentro, aqui, um resquício gotejante entre a janela e minha face – só – o porquê de a chuva ter sua resposta prisioneira... E minha busca vocifera: pressenti-o pela nuvem aquecida ao longe... Percebi sua chegada, que, embora perdida, se acostumava ao céu.
É-me natural acertar a pergunta... Caso o corpo se perca, a certeza movê-lo-á no olvido das cicatrizes de mãos alheias. Cometêramos respostas um dia, de ida...

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