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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Primeiro Período (ou I Ato)

Referências
Apropriações
Inspirações
Leituras
Releituras
Provocações
       Posso ser sincera com você? Posso ser sincero com você? Você usa sempre o mesmo argumento? Que tipo de professor você é? Quantas doses de ansiolítico você ingere por dia? E para ser um aluno, como se comportar? E para ser um professor, como se comportar? - Ai! – Se você estiver no meio? Se você se sentir no meio? E se for mãe? Se você for pai? Orientador? Gostosa? Se for turista? Intelectual? DIRETORA! Se for Wikipédia?... E se você não se encaixa em nenhuma das alternativas? E se você quiser todas as alternativas? – Professores, professoras e suas variações docentes – bem-vindos à perpétua zona de investigação!
     Escolha um aluno e guie-o através dos cálculos e processos químicos. As atividades com ele serão exaustivamente freqüentes e formuladas e, futuramente, ele será chamado de “doutor”... Escolha o mesmo aluno e guie-o através de pensamentos e regras sintáticas; veja o que acontece: as atividades reg…

Que seja tudo!

Repouso sobre o pensamento em ti as palavras cansadas de minha devoção. Devasto o caminho montando-o conforme as retas abstratas e obstruídas das pedras. Aqui, encontro com o meu pensamento em ti a afinação da consciência e da aflição num passo valsado – puramente à sua queda.
A plenitude do livre-arbítrio decide e erra na sua própria dureza. Cada um sem direito à culpa, visto que, para si, a culpa no outro é um alívio da fraqueza... É a areia identificada, profunda de caminhos e de leve direção. Questão verdadeira de onde a terra se inicia mar e por onde deito fora de mim e, sem perigo, talvez, me cubra o justo céu de Camões...
Quão furiosos são os rasgos de teus lábios afiados em meu peito! Encontrado o bem na escolha irreal a mirar, para que serve o prato do conselho? A sombra digerida pela luz, expelida em surpresa, às vezes, já rotineira, se torna ação experiente delirante conjugada entre eu, ele e nós – graça escurecida numa fotografia.
O costume é só.  Só peixes em cardume na mes…

Rodopio no escuro

Tentar é passado e o que cresceu já é! Acontece no fechar dos olhos do tempo: existo em qualquer verdade, mas também quando me oculto na brecha d’um quarto com sua porta entreaberta definindo verticalmente a forma da luz... Aparecemos quando as roupas não são acessórios da confiança, logo que o medo, a vergonha e o fingimento se curam de desejo num resto de tempo em que nos perdíamos no labirinto da hipocrisia.
A contínua vida da morte é absurda se não nascer. Se nos pulsamos ritmados ao desejo, o que fará o Mundo do meu desejo? Deste, eu cuido e toco como se o construísse de coluna, cabeça e coração...
Maquilo o próprio peito com as cores atávicas do bem e – sobre as feridas qu’inda deixam esvair o ai abafado – meu comportamento nunca desnudou as pernas da dor, nem a correnteza do rio..., mas experimenta chacoalhar o conjunto de ossos por aí... Por um pedaço de terra corrida, por um pedaço de felicidade...
Um pedaço sem seres. A pessoa é a única imaginação no vácuo do infinito. Press…

Seda serôdia

Místico espanto – és tu, dança dos ossos, recordando o sorriso mais belo da infidelidade da carne. Na escada domada, a madeira escura de apoio desaba sobre um caminho repleto de pedras tristes... Acreditar que possamos ver, e cá penso que de mim surgiste durante a noite, quand’aurora parece para sempre perdida, ordenando as estrelas no teu IV ato trágico... Passo o que não dura contigo enquanto a alma e o mar enxergam a montanha que se eleva; agora, pelo vão profundo do desejo, a fonte de perdão escorre álgida ou ardente. Lembro-me de ti. Partilhemos este caminho pedindo ao coração, ora frágil, um par de asas a estes nossos pés de barro. O mundo, sozinho, sopra vida dentro deste coração!, mas quando o véu mortal do medo, cosidas a fio da esperança destroçada e bordadas de lágrimas, erguer-se, revelará a face dos cuidados terrenos. Ao parecer sem fim, ao padecer no fim, o espírito solto caminha sobre o mar com amor à noite... Foi-se nas cinzas o prenúncio do resto... Deixemos para as…

Pastoral

Levá-lo-ia através das vozes, dos trovões, do olhar imóvel... Da alegria inquieta tida, por ventura, na passagem do afago silencioso que interrompe o tempo... O ar, este instinto emocional do retorno, sente-o renovado em mim – um toque da palavra viva do vento – por mais infindo que se espera.
Pela água-cor dos seus olhos, enfim, miraria a face do Eterno e conversaria... Vivendo! A cruz nua de seu corpo sob o meu teto encadeia o vínculo com as partes do Todo Universal num retrato único entre os lábios, portas e mãos dadas para um céu qualquer sagrar...
Não repare este meu suspiro longo, que, com ensejo, a morte confia. Demore, que eu conto com as mãos para tocar naquele firmamento e estremecer, retirando-as imediatamente ao sentir que se trata d’um corpo. Beijava seus olhos e, no conjunto de sua face e boca, eu adivinhava suas vértebras e tecidos com o mesmo afeto que meu cabelo o guiaria para baixo da cintura... Não sei como chamá-lo, mas exclamo aflita, “Meu amor!”.