sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Rodopio no escuro

Tentar é passado e o que cresceu já é! Acontece no fechar dos olhos do tempo: existo em qualquer verdade, mas também quando me oculto na brecha d’um quarto com sua porta entreaberta definindo verticalmente a forma da luz... Aparecemos quando as roupas não são acessórios da confiança, logo que o medo, a vergonha e o fingimento se curam de desejo num resto de tempo em que nos perdíamos no labirinto da hipocrisia.
A contínua vida da morte é absurda se não nascer. Se nos pulsamos ritmados ao desejo, o que fará o Mundo do meu desejo? Deste, eu cuido e toco como se o construísse de coluna, cabeça e coração...
Maquilo o próprio peito com as cores atávicas do bem e – sobre as feridas qu’inda deixam esvair o ai abafado – meu comportamento nunca desnudou as pernas da dor, nem a correnteza do rio..., mas experimenta chacoalhar o conjunto de ossos por aí... Por um pedaço de terra corrida, por um pedaço de felicidade...
Um pedaço sem seres. A pessoa é a única imaginação no vácuo do infinito. Pressiono o desejo e comando o destino no vazio d’um mundo pleno de suas tragédias errôneas. Destino que se distancia dos tolos e daqueles que habitavam os estúpidos convívios do enquanto...