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Seda serôdia

Imagem: Larissa Pujol

Místico espanto – és tu, dança dos ossos, recordando o sorriso mais belo da infidelidade da carne. Na escada domada, a madeira escura de apoio desaba sobre um caminho repleto de pedras tristes...
Acreditar que possamos ver, e cá penso que de mim surgiste durante a noite, quand’aurora parece para sempre perdida, ordenando as estrelas no teu IV ato trágico... Passo o que não dura contigo enquanto a alma e o mar enxergam a montanha que se eleva; agora, pelo vão profundo do desejo, a fonte de perdão escorre álgida ou ardente. Lembro-me de ti.
Partilhemos este caminho pedindo ao coração, ora frágil, um par de asas a estes nossos pés de barro. O mundo, sozinho, sopra vida dentro deste coração!, mas quando o véu mortal do medo, cosidas a fio da esperança destroçada e bordadas de lágrimas, erguer-se, revelará a face dos cuidados terrenos.
Ao parecer sem fim, ao padecer no fim, o espírito solto caminha sobre o mar com amor à noite... Foi-se nas cinzas o prenúncio do resto... Deixemos para as flores o próprio alimento doentio que adorna...

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Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
Tenho de continuar a resposta para os lados... Não é o mesmo lugar quando outra se adora sobre o…