sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Quinto e último período (ou V ato)

Como definir a noção de ensino ou educação? Como investigar o ensino ou educação e como ocorre? O que é, afinal, educação? É ela de berço, da vida, das ruas, fármaco ou hormonal? Ensina uma história ou histórias diferentes? Haveria uma história de como se estabelecer a idade da Educação? Uma genealogia capaz de pôr as opções bipartidárias de questionamento e obediência numa construção variada? Seriam os fatos ostensivamente naturais da educação produzidos discursivamente por várias teorias científicas a serviço dos interesses políticos e sociais? Se o caráter imutável da escola é contestável, talvez o próprio construto chamado Educação seja tão culturalmente constituído como um “ensino”.
Na escola, professores e alunos são reforçados com uma série de situações relacionadas ao modo de vestir, ao modo de gesticular, ao modo de estudar, ao modo de ensinar, ao modo de entender o conteúdo, ao modo de comunicar, ao modo de referir-se através de contornos societários bem explícitos... A educação se indaga, mas sem querer, se reprime. Chega a esquecer de si, que sem educação, a democracia é uma palavra morta... As normas educacionais cada vez mais se intensificam; o grau de controle, talvez, seja mais para si e mais perspicaz...
O ensino político-disciplinador pode compreender a formação de seres, a definição e a função de cada profissional, e a territorialidade precisa da língua vernácula, da matemática, da ciência, da geografia, da história... Logo, a disciplina pode ser vista não somente como uma prática pessoal, mas como um regime político que assegura a relação estrutural da identidade educacional.
Reconhecemos a nós mesmos e aos outros. A alma humana é um abismo obscuro... Por mais que possamos nos despir de nossas vestes, jamais chegaremos à nossa nudez completa. Professores: estudantes sérios na classe da própria ilusão.