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Caminho da floresta

Por um mundo mínimo... (Imagem: Larissa Pujol)

Teus pés onde estão? No ar? Na ida? No vácuo? Por eles, tu és o que sentes? Eles tocam, avistam até o que não sabes? Eles faltam? Eles esquecem? A rua vai com as boas horas... Existe algum lugar seguro para que as sombras se espelhem no céu? Passo pesado na escuridão da parede orgânica sem cara de agora.
Sombra não exprime gosto, mas é a única a tocar delírios. Sua própria impureza eclode a imaginativa continuidade do que pode ser, do que gira o prazer.
Prendidos, condensados lagos a evitarem o mar – sombras na linha tênue do desconhecido horizonte que sempre será. Esta liberta a vontade criando direções. Almas, teus pés, contemplam o sabor deslizado nas pétalas desejadas pelo solo. E o solo é apenas uma leve proteção... Ele é por todo o lugar, por todo o silêncio, um vazio abaixo de si úmido ou ancorado na planta que se faz ser.
A ponta branca nas asas da águia nos golpeia sensivelmente a vida que escorre pelas estrofes silabadas. Sombra ou profundeza, alguma conhecida referência para o fim atuante na metáfora da raiz(?).

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Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
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