sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Le peux


Encontramos o que possuímos no olvido do olhar e das palavras... A face sucumbiu este temeroso término do dia, ou final de qualquer vida assim que o véu crepuscular nos acoberta com suas belas cores do fim.
A cara anoitece sempre jovem e familiar, preparada. Pela nossa face anoitecida voltam os pássaros livres; voam num mundo pseudônimo em que tudo é longínquo... Casas frutíferas protegidas do vento e de mim – de meus talhos. Saudosa madeira que fui dia, afiada percepção do amanhã pela qual anoiteço a cara deixando meus pássaros regressarem.
Deixei a juventude num canto amassado de poesia. Página e verso abjetos na voz da sobrevivência. Uma responsável característica do ciclo, da fortaleza, do corte, do ir. Quebra. As Cores ou o Dia?