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Pertangut a la mare

Imagem: Larissa Pujol

Uma escada, um espelho ao nosso diabo em ascensão. Entre floras e ruínas, os infindos organismos que somos e que nos alimentamos adornam a seita criativa do universo.
Selvagem, querida, um coração de mãe se natura; e, sem desculpas, o regaço germinante apropria-se da terra, da chuva. A esperança caminha em círculo: um dia volto, querida, com a tez entrecortada de anos a ir-se para o pó... Pó, meu âmago milimétrico de seres refletidos na bondade e na maldade, diagnosticados pelo espírito e por outras poeiras gigantes perpetuados nos móveis históricos da podridão.
Ao leito se acostuma o corpo feliz. Deixou a insana travessia da ida mendigando o fardo arrastado dos segundos exagerados de depuração nossa. Conservei a peça lustrosa e impressionante do mundo, valor este, querida, prevalecendo a única sinceridade.
Nós, um panteão clandestino de genialidade ignorada, anônima em si mesma. O papel virgem e escuso das palavras, da saudade. O sentido que se junta aos embustes d’um imenso mundo calcado a sonhos de pessoas.

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