sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cerne de veias

Decorei toda a paisagem nele expressa: de cores, de vaidade, de memória. Propus-me a prova insinuada que refletia os cristais de seus olhos e surtei à beira das lágrimas com os trejeitos deixados carentes... Digo-me nele a frase de bloqueio esperto, cuja roga de seus lábios desprendem sensibilidade.
Idolatro sua dita neste corpo que adora mirar e, passivamente, me desenha à sua nudez permitida – ele – dele – se não me detive, penso-o na tessitura arranhada do disco sussurrando as travas do será... Ouvi, talvez, pela avenida que ele abriu próxima à minha guarida máxima, os grunhidos plásticos do beijo. Ficamos reféns das caras e da simetria perfeita do instinto; e quem nos concedeu o apego das unhas? – o desafio da atitude louca no mesmo espaço rechaçado da bondade e ardor... Começo, sob o meu intrigante almejo fulgente entre os corpos, a coser a solidão dos fios correspondidos. Foge-me a dor perfurada a cada remendo de estampa guardada nas cores que nos foram nuas...
Não concluamos, quem sabe? – Quem sabe? – A mim ou a ti?