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Sonata das doze ruas

Passos violados na viola, o risco da corda bamba no som trêmulo, correram com a mudança das notas até o espio da esquina. Dedilharam no piano o som baixo do suspense; e dele expirou o cigarro – fumaça dançante – convida-me, pois, à arruaça do bairro – ora asfalto iluminado de nudez cinza de nós!
Faróis pintam sóis por aqui, na batida da praça metalizada a piche e a militar! Embalamo-la  misticamente em fotos tomadas nas poças chovidas ontem... Finesse tal dos mis pianados entre graves olhares do violoncelo – hum! do será – na língua, os lábios, quiçá temerosos, ou sei bem – gostosos na suavidade do véu escuro deste ar a compartir seu corpo comigo!
Rápido bemol para a entrada: eis meu caso voltando à sua vida. Contra-mão, contra-baixo, mão, abaixo, travessia opaca para não perder a graça – onde? – Ah, tu! Venho por aqui no teu “L” curva... Despeço-me do salto e da lida em teu colo... O piano em teus dedos me cócegam ludibriando o cansaço e a sensualidade. Panderou meu quadril a um jazz sem madrugada! O tom das cordas, no meu fundo de pernas bambas, violou!

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Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…