sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A abertura do manto

O ar das cores, o arco pleno e distante – adornos d’áurea avistada em qualquer fruto – são os passos das estações nestas faces ambientes e reproduzidas. Versos se diluem semelhantes às nuvens concluídas nos pés selvagens e líquidos de todo um ser.
No solo, o plano de sua imagem verticaliza o infinito enquanto o pensamos e o carregamos na comunicável extensão tênue do bem passado que resta... Indaga a passagem em suas reticências o olhar cativo da metáfora dita. Somos respostas atraentes do que virá – esta frente enérgica, aflorada e harmoniosa de cada pouco descrito.
Sinta atrocidade ou longevidade, um beijo de paz sempre corromperá a derme d’alma sob o poema cego. O pensamento, como crisol, prova sua prata visionária da lua; e em seu ponto sincero, foca a cintilante alvura dos ventos que desviam a primavera com seu véu furtado das lágrimas...
A luz exaurida sobre o eterno repouso completa a cinza circunspecta ao nosso redor. Branda maturidade que estende seus braços por detrás do apaziguamento confesso.